Kubernetes parte I

Olá pessoal,

Hoje vamos iniciar uma série de posts demonstrado como podemos utilizar o Kubernetes como ferramenta de automatização, distribuição de carga, monitoramento e orquestração entre containers.

Kubernetes é um sistema de código aberto que foi desenvolvido pelo Google para gerenciamento de aplicativos em containers através de múltiplos hosts de um cluster. Tem como principal objetivo facilitar a implantação de aplicativos baseados em microservices. Ele foi baseado na experiência do Google de muitos anos trabalho com containers, adaptando o  para se trabalhar com Docker.

O Kubernetes foi muito útil para ser utilizado até o Docker Swarm 1.0, pois disponibilizava muitos recursos que o Docker não disponibilizava até aquele momento, entre eles: Balanceamento de carga e movimento de containers sem perda de dados.

A principal vantagem que se tem ao utilizar o Kubernetes é que você não está preso as limitações da API do Docker (O Problema do Swarm) você tem total liberdade já que o Kubernetes não foi desenvolvido especialmente para o Docker, você pode trocar a sua estrutura de Docker para Rockets (Containers no CoreOS). Você pode escolher a simplicidade do Swarm ou o poder do Kubernetes.

Dentro do Kubernetes possuímos alguns termos para determinadas funções:

Minions: É o nome dado para cada host do cluster.

Kubelet: Agente que roda nos hosts do cluster.

Pods: É a menor unidade dentro de um cluster, nada mais é do que containers rodando dentro de seu cluster de Kubernetes. Pode ser um container rodando nginx, php, apache, etc…

Replication Controller: É o responsável por manter um número determinado de pods em execução. No RC é onde você diz quantos containers de nginx, php, apache você desejá que fiquem rodando, caso um caia, o RC cria outra instância automaticamente.

Services: É o responsável por atrelar uma faixa de IP para um determinado RC. Para que cada vez que o RC crie uma nova instância de pod o mesmo inicie com um IP determinado pelo service.

Namespace: Com o namespace você pode dividir seu Cluster de Kubernetes em dois ambientes, Produção e Teste, podendo limitar os recursos computacionais para ambos.

No proximo post vamos mostrar como podemos instalar e configurar o kubernetes para que você use em seu ambiente da melhor maneira possível.

Trabalha em uma Startup com foco em Plataforma como Serviço (PaaS), é especialista em Cloud Computing e Conteinerização, desenvolve todo dia uma nova maneira de resolver problemas e criar coisas novas.

Docker Universal Control Plane – Parte 1

Oi Pessoal,

Depois de um tempo nas postagens, hoje vamos iniciar os trabalhos aqui no https://www.mundodocker.com.br, trazendo para vocês uma das soluções que o Docker disponibilizou (ainda em fase beta) e que veio como resultado da aquisição da Tutum, que é o Docker Universal Control Plane. Entenda um pouco mais sobre as suas funcionalidades e objetivos neste primeiro post.

O Docker UCP, assim como algumas ferramentas que já apresentamos aqui (vide Rancher) é uma alternativa de painel para administração de sua infraestrutura de Docker, seja ela local ou na nuvem, a diferença entre essas ferramentas é basicamente a empresa que presta suporte e mantem a ferramenta, no caso da UCP a própria Docker. Em questão de funcionalidades tanto Rancher quanto UCP são bem parecidas, com a diferença novamente de que a UCP é 100% compatível com o Docker e suas ferramentas nativas, como por exemplo a Docker Swarm e Compose. Veja abaixo uma listagem das funcionalidades e benefícios da Docker UCP:

Solução voltada para empresas:

Um dos recursos que existe no UCP é a opção de integrar o método de autenticação em seu LDAP ou AD, isso é muito mais seguro e claro ajuda na organização e delegação de funções dentro do painel.

Gerenciamento nativo de seu ambiente Docker:

Como mencionei acima, o Docker UCP é desenvolvido pela própria Docker, isso garante 100% de compatibilidade entre todas as ferramentas que a Docker já disponibiliza e este painel, e claro, torna mais fácil a integração entre as diferentes ferramentas.

Administração simplificada:

Você pode gerenciar desde containers individuais até aplicações mais complexas que utilizam o Docker Compose, você pode de forma fácil criar um conjunto de rede ou volume e associar a sua aplicação/container apenas via interface web, sem a necessidade de acessar os servidores.

Resultado mais rápido:

O UCP permite você gerenciar e otimizar seu deploy de aplicação, você pode configurar todo seu ambiente, incluindo repositório de imagens e servidores em poucos cliques, isso é muito mais prático do que ficar configurando o ambiente via linha de comando e claro gera retorno muito mais rápido, o que no mundo DevOps isso é imprescindível.

 Agilidade e Controle:

Crie, gerencie e faça deploy de qualquer aplicação, em qualquer lugar, quando quiser, escale, distribua e altere quando for necessário sem perder o controle, esse é um dos pontos fundamentais do UCP, e uma das vantagens mais interessantes para os times de desenvolvimento e infra estrutura.

Escalável e disponível:

O Docker UCP foi desenhado e desenvolvido para ser altamente disponível e para que você possa escalar de forma fácil e rápida, para isso ele utiliza como engine de clusterização o Docker Swarm, que como já explicado aqui no blog, é extremamente leve e fácil de se administrar. Para garantir uma maior disponibilidade o Docker UCP pode ser integrado com algum serviço de entrega de chave-valor, como Consul, Etcd, dentre outros, isso na verdade é uma das premissas para se ter o Docker UCP rodando em seu ambiente, pois apenas utilizando um desses serviços é que se garante a disponibilidade da ferramenta.

Fique atento, em breve postaremos mais alguns posts sobre essa ferramenta, e quem sabe um vídeo ;).

Gostou? Nos ajude divulgando o blog, abraço!

Entusiasta Open Source, seu principal foco é ir atrás de ideias novas e torna-las realidade através de soluções simples e eficientes, o menos é mais, e o dividir é multiplicar.

Portando aplicação para Docker

Oi Pessoal,

Para você que acompanha nosso blog, o www.mundodocker.com.br, hoje vamos mostrar um pouco mais de prática no Docker, vamos colocar em containers algumas aplicações e ver como é fácil ter seu ambiente totalmente portável. Para você que está começando com Docker, esse post será útil para entender e aprender como você pode começar, em casa mesmo, a mexer com Docker e fazer deploy de aplicações com ele. Já você que conhece Docker e já utiliza ele em seu ambiente, terá a oportunidade de pegar algumas dicas de como pode melhorar seu processo de deploy e criação de imagens.

Vamos lá:

 NodeJS

Vamos montar primeiro uma imagem de nossa aplicação, neste exemplo vamos utilizar o Framework Express do node. Primeiro crie um pasta, neste caso chamamos de app:

mkdir app

Crie dentro dessa pasta dois arquivos, package.json:

{
 "name": "app-node-mundodocker",
 "private": true,
 "version": "0.0.1",
 "description": "Teste App Node em Docker",
 "author": "MundoDocker <[email protected]>",
 "dependencies": {
 "express": "3.2.4"
 }
}

E index.js:

var express = require('express');

// Constants
var PORT = 8080;

// App
var app = express();
app.get('/', function (req, res) {
 res.send('Minha App Node\n');
});

app.listen(PORT);
console.log('Running on http://localhost:' + PORT);

Em seguida crie o arquivo Dockerfile:

FROM centos:centos6

# Habilita o repositório epel no CentOS
RUN yum install -y epel-release
# Instala o node e o npm
RUN yum install -y nodejs npm

# Instala as dependências 
COPY package.json /src/package.json
RUN cd /src; npm install

# Copia a app para a pasta src do container
COPY . /src

EXPOSE 8080
CMD ["node", "/src/index.js"]

Agora vamos criar a imagem:

docker build -t mundodocker/app-node-mundodocker .

Fácil né? Agora só criar o container e testar:

docker run -p 9090:8080 -d mundodocker/app-node-mundodocker

Se você acessar: http://seuip:9090 deve aparecer uma página como essa:

NodeApp

Rails

Agora vamos montar uma imagem utilizando uma aplicação em rails, primeiro vamos criar a pasta onde em seguida coloque nela os arquivos da aplicação e crie o Dockerfile:

FROM ruby:latest 
ENV HOME /home/rails/webapp 

# Instala as dependencias
RUN apt-get update -qq && apt-get install -y build-essential libpq-dev nodejs 
WORKDIR $HOME 

# Instala as gems necessárias
ADD Gemfile* $HOME/ 
RUN bundle install 

# Adiciona os arquivos a pasta home 
ADD . $HOME 

# Executa o comando
CMD ["rails", "server", "--binding", "0.0.0.0”] 

Vamos criar a imagem:

docker build -t mundodocker/app-rails-mundodocker .

Agora só criar o container e testar:

docker run -p 3000:3000 -d mundodocker/app-rails-mundodocker

Acesse http://seuip:3000 e você deverá ter um retorno desses:

RailsApp

Python

Para uma aplicação python vamos criar uma pasta chamado app e dentro dela criar um arquivo chamado app.py:

from flask import Flask
app = Flask(__name__)

@app.route('/')
def hello():
 return 'Minha App em Python!\n'

if __name__ == "__main__":
 app.run(host="0.0.0.0", debug=True)

E também um Dockerfile:

FROM orchardup/python:2.7
RUN pip install Flask
ADD . /code
WORKDIR /code
CMD python app.py

Em seguida vamos gerar uma imagem desse ambiente:

docker build -t mundodocker/app-python-mundodocker .

Fácil né? Agora só criar o container e testar:

docker run -d -p 5000:5000 mundodocker/app-python-mundodocker

Se você acessar: http://seuip:5000 deve aparecer uma página como essa:

PythonApp

Baseado nesses exemplos você pode ir modificando e acrescentando o que for necessário para sua aplicação, não esquecendo que você pode criar links entre as aplicações, trazendo maior facilidade e segurança para seu ambiente.

Gostou? Nos ajude divulgando o Blog, grande Abraço!

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