Olá!

Iniciamos agora uma série de posts técnicos que lhe ajudarão a entender o funcionamento do Docker, e como cada componente é utilizado dentro desta plataforma.

Primeiro temos que definir o que não é Docker. Docker não é um sistema de virtualização tradicional. Enquanto em um ambiente de virtualização tradicional nós temos um S.O. completo e isolado, dentro do Docker nós temos recursos isolados que utilizando bibliotecas de kernel em comum (entre host e container), isso é possível pois o Docker utiliza como backend o nosso conhecido LXC.

Abaixo podemos ver uma figura que ilustra essa diferença.

lxc-vm

 

Docker é uma plataforma Open Source escrito em Go, que é uma linguagem de programação de alto desempenho desenvolvida dentro do Google, que facilita a criação e administração de ambientes isolados.

Mas por que que o Docker é tão legal?

O Docker possibilita o empacotamento de uma aplicação ou ambiente inteiro dentro de um container, e a partir desse momento o ambiente inteiro torna-se portável para qualquer outro Host que contenha o Docker instalado.

Isso reduz drasticamente o tempo de deploy de alguma infraestrutura ou até mesmo aplicação, pois não há necessidade de ajustes de ambiente para o correto funcionamento do serviço, o ambiente é sempre o mesmo, configure-o uma vez e replique-o quantas vezes quiser.

Outra facilidade do Docker é poder criar suas imagens (containers prontos para deploy) a partir de arquivos de definição chamados Dockerfiles (veremos isso melhor em posts futuros).

Não podemos nos esquecer também de que o Docker utiliza como backend default o LXC, com isso é possível definir limitações de recursos por container (memória, cpu, I/O, etc.)

Para ficar um pouco mais claro, podemos ver na imagem abaixo a diferença em se utilizar o LXC puro e o Docker.

lxc_vs_docker

 

Como o Docker faz isso?

Como ele trabalha utilizando cliente e servidor (toda a comunicação entre o Docker Daemon e Docker client é realizada através de API), basta apenas que você tenha instalado o serviço do Docker em um lugar, e aponte em seu Docker Client para esse servidor. A plataforma do Docker em si utilizada alguns conjuntos de recursos, seja para a criação ou administração dos containers, entre esses conjuntos podemos destacar a biblioteca libcontainer, que é responsável pela comunicação entre o Docker Daemon e o backend utilizado, é ela a responsável pela criação do container, e é através dela que podemos setar os limites de recursos por container.

Podemos ver na imagem abaixo como é o Workflow dentro do Docker.

libcontainer intro

 

 

Ficou com dúvidas? Ótimo! nos mande suas dúvidas para que possamos conversar mais sobre essa tecnologia. E aguardem, nos próximos posts explicaremos melhor cada um dos componentes do Docker, e claro traremos algumas aplicações práticas dele 😉

Até Mais!

 

Entusiasta Open Source, seu principal foco é ir atrás de ideias novas e torna-las realidade através de soluções simples e eficientes, o menos é mais, e o dividir é multiplicar.