Oito dicas sobre Docker

Oi Gente!

Sendo este o primeiro post com conteúdo sobre Docker para o ano de 2017, tivemos a ideia de trazer a vocês algumas dicas e informações que consideramos de muita importância. Para isso fizemos um com uma apresentação sobre essas dicas, explicando cada uma dela e contando um pouco sobre como elas resolvem ou ajudam em determinadas situações. Vamos ao vídeo?

 
Para você que não conseguiu ver o vídeo, disponibilizamos também a apresentação em nosso canal no slideshare, acompanhe:

 

Viu, não deixamos passar nada 😉

Aguarde pois este ano teremos diversas novidades aqui no blog, garanto que vocês vão gostar.

 

Grande abraço!

MundoDocker no DevOpsWeek

Oi Pessoal,

O Ano começou a todo vapor aqui para o MundoDocker, e hoje queremos convidar a todos para se inscreverem no DevOpsWeek, um dos maiores eventos sobre o assunto DevOps, Desenvolvimento/Infra ágil do Brasil.

Participaremos do evento com a apresentação: Deploy Integrado com Docker, é o assunto do momento, e o objetivo é tirar dúvidas e dar ideias de como o você pode usar Docker para automatizar suas rotinas, e claro acelerar seus processo de desenvolvimento.

Veja abaixo a chamada para o evento que gravamos, te liga:

Ficou interessado? Então te inscreve, o evento é online e gratuito!!! Acesse: http://devopsweek.com.br

 

Por hoje era isso, e fique atento pois teremos mais novidade aqui no Blog.

Grande abraço!

Docker 1.13 – O que vem por ai

Eai gente!

Você que é leitor do blog já está acostumado a ver por aqui as principais novidades sobre o Docker e tecnologia associadas, e hoje não será diferente. Queremos trazer uma preview sobre as novas features que serão lançadas na versão 1.13 do Docker, como todos os sabem, o ciclo de desenvolvimento dentro do Docker é algo fora da curva, e a cada nova versão alguma novidade aparece, é possível acompanhar esse ritmo pelo próprio github deles.

Mas se você não quiser esperar a versão estável para brincar com as novidades, pode utilizar a versão experimental do Docker, que obviamente não é recomendado para se colocar em produção, mas que pode ser usada para lab sem problema. Para isso, basta você instalar o Docker com o seguinte comando: curl -sS https://experimental.docker.com | sh, com isso você terá acesso a engine com as modificações mais atuais mas em fase de desenvolvimento ainda.

Bom, chega de papo, vamos a uma pequenas lista das novidades do Docker 1.13:

 

Docker stack

Para quem usa docker-compose ou docker service sabe das diferenças entre essas duas “ferramentas”, e como de certa foram eles deveriam se complementar, não é mesmo? E Essa é uma situação que vinha sendo trabalhada pelos engenheiros do Docker a algum tempo, essa função intermediária vinha sendo testada através do comando docker stack que possibilita criar um serviço dentro do swarm baseado em uma estrutura do docker-compose, ou seja, você conseguirá portar para o cluster de swarm um serviço baseado no docker-compose, isso facilita em muito a administração de seu serviço e claro no deploy do mesmo, pois garante que o serviço esteja rodando independente do nó onde ele está.

Nas versões de teste você tinha que gerar um arquivo .dab (distributed application bundle ou pacote de aplicação distribuída) baseado em seu docker-compose.yml e depois sim você conseguiria fazer deploy dessa stack utilizando o docker. Agora no docker 1.13 isso não é mais necessário, basta você chamar o arquivo docker-compose.yml diretamente no deploy da stack, algo como isso:

# docker stack deploy --compose-file ./docker-compose.yml minhastack

Muito mais simples e rápido não?

 

Gerenciamento de senha

Ou gerenciamento de segredos, essa é uma função básica dentro de qualquer orquestrator, o Kubernetes já possuía esse conceito e aplicação á algum tempo já, e agora o docker também implementa essa funcionalidade.
Mas afinal, onde vou usar isso? Sua aplicação usa senha não usa? Seja para banco, API, etc, qualquer aplicação usa senha de acesso a algum serviço em algum momento, e com você faz hoje com Docker? Provavelmente via variável de ambiente ou compartilhando um arquivo com o container, existem outras formas, como ferramentas as a service de gerenciamento de identidade.

Agora no docker 1.13 você pode definir uma secret que pode ser utilizada pelo seu serviço dentro do swarm, exatamente da mesma forma que o Kubernetes usa. Para isso foram adicionados quatro comandos novos, são eles:

  • docker secret create
  • docker secret inspect
  • docker secret ls
  • docker secret rm

Veja um exemplo de como criar uma secret para ser utilizada dentro de seu serviço

# echo "123456" | docker secret create senha-banco

Agora um exemplo de como utilizar essa secret em seu serviço:

# docker service create --name app --secret senha-banco ubuntu

Dentro do container será criado um arquivo em /run/secrets/senha-banco com a informação da senha, isso é claro apenas dentro do container, sem precisar mapear nada do host para o container.

# docker exec -it app cat /run/secrets/senha-banco
123456

Um detalhe muito importante é: As secrets podem ser utilizadas apenas dentro de serviços, se você criar um container com o docker run, vão não poderá utilizar essa funcionalidade.

 

Novo parâmetro de rede no Swarm

Essa talvez seja uma das melhorias mais importante no core do docker, pois permite que você adicione uma rede do Swarm mesmo se o container for criado fora de um serviço, ou seja, criado da forma tradicional com o docker run.... Mas afinal, por que isso é importante? É importante porque agora é possível adicionar um container a mesma rede do serviço criado no Swarm, isso é muito útil para debugs ou até mesmo testes de ambiente.

E como fica agora então? Simples, veja:

# docker network create --driver overlay --attachable rede-plugavel

Com o comando acima nós criamos uma rede overlay do Swarm, e a diferença agora é o parâmetro –attachable, que permite que essa rede seja plugada em qualquer container criado, e no comando abaixo nós plugamos um container a essa rede:

# docker run --rm -it --net rede-plugavel centos ping google.com

 

Plugins

Finalmente alguns plugins que estavam sendo testados e aprimorados foram disponibilizados como estáveis dentro da engine do Docker. Dentre ele podemos destacar o Flocker e o Weave, que agora tem integração total com docker.

 

Docker Daemon –experimental

Até então para você poder utilizar comandos e opções em desenvolvimento/teste do docker, você teria que instalar a versão experimental ou test da engine, mas agora basta você iniciar o daemon do docker com a opção –experimental, com isso será habilitado em momento de execução as opções da versão experimental, veja:

 

Melhorias no docker service

Essas, na verdade, são algumas das melhorias que a comunidade pediu ao longo do meses, uma delas tem relação com o update da imagem no update do serviço, para quem não notou, quando um serviço é atualizado (até então) você precisava executar um update com alguns parâmetros a mais para poder atualizar o serviço com uma nova imagem, na nova versão esse processo pode ser feito passando o parâmetro –force junto, o docker service update já verificará se há uma versão mais recente da imagem e atualizará o serviço baseado nisso.

 

Novo parâmetro no docker service

Além das melhorias no docker service, foi acrescentado também um novo parâmetro. Hoje nós acessamos um serviço através da porta exposta do mesmo, que você pode definir com o parâmetro –publish, no docker 1.13 será possível você definir de forma mais detalhada essa regra, isso deve-se ao novo parâmetro –port, que, da mesma forma que o –mout, tem sintaxe parecida com csv, onde você define item=valor,item=valor… Veja um exemplo:

# docker service create --name servico_web --port mode=ingress,target=80,published=8080,protocol=tcp

Dessa forma você tem, de forma mais clara, as definições de porta do serviço.

 

Outras novidades

Dentre outras novidades do docker 1.13 podemos destacar ainda algumas que tem bastante relevância para quem o utiliza, como por exemplo:

  • Cache de Layer para o Build: Para que gera muitas imagens, sabe que esse era um problema a ser resolvido, exemplo: geramos um imagem agora com o docker build, caso tenha que modificar essa imagem todas as layers anteriores a alteração não eram buildadas novamente, o docker build usava o cache para elas. Agora digamos que mandamos essa imagem para outro host e queremos fazer outra modificação nela, o que ocorre? Exatamente, todas as layers são buildadas novamente, isso pelo fato do docker não ter naquele host o cache de build dessa imagem. Parece ser trivial, mas quando se quer ganhar tempo, não é. No docker 1.13 você pode especificar na hora do build de onde o docker poderá buscar o cache de build, como por exemplo:
    docker pull imagem:v1.0
    docker build --cache-from imagem:v1.0 -t imagem2:v1.1 .
    

    Dessa forma o build da nova imagem utilizará o cache da imagem original, compilando assim apenas as layers diferentes.

  • A instrução MAINTAINER  foi removida do Dockerfile, agora essa informação deve ser utilizada através de label;
  • Foi adicionado um novo comando, ainda experimental, que é o docker service logs para visualizar os logs do serviço e não do container em si.
  • Outra adição do docker service foi o parâmetro –rollback que tem por objetivo realizar o update do serviço através de uma versão anterior a atual;
  • Remoção de container velhos através do docker system (ainda não há mais informações sobre como esse comando funcionará para remoção de containers antigos, então ficamos ligados no lançamento)

 

Ok Cristiano, e quando será lançada? Não há uma data 100% definida, o que se sabe é que será lançada até inicio de Janeiro de 2017, então pode ser que seja lançada hoje mesmo 😉 . Pode haver mais modificações? Claro, sempre há e com certeza as novidades que trouxemos hoje serão melhor explicadas após o lançamento oficial, então o jeito é ficar ligado aqui no blog e claro no site do ofiical do docker.

 

Grande abraço!

 

 

Docker Global Mentor Week – Review

Oi Pessoal,

Gostaríamos de trazer hoje um apanhado geral do que foi o Docker Mentor Week esse ano. Quais as percepções dos participantes, conteúdo abordado, dentre muitas outras informações sobre esse grande evento sobre Docker.

Quem participou das edições no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia e Gravataí, pôde ter a experiência de como é realizar um treinamento tão focado e ao mesmo tempo descontraído, podendo interagir com outros usuários de Docker que tiveram ou tem as mesmas dificuldades, dúvidas e soluções. Esse tipo de experiência reforça cada vez mais a ideia de comunidade aberta, onde todos são bem vindos e todos tem seu papel, sendo você um iniciante ou ainda alguém com uma bagagem maior de conhecimento nessa tecnologia.

Segundo Fernando Ike, um dos organizadores e mentors do evento em São Paulo, é possível descrever o evento como:
“Muito gratificante compartilhar um pouco da experiência com os outros e também aprender alguns truques novos sobre containers.”

Em todos os eventos notamos que o público era o mais variado possível, desde quem nunca tinha trabalhado com Docker, Devs, Ops, etc. E o mais interessante, e que ocorreu em quase todas as edições foi o caso do pessoal de desenvolvimento realizar trilhas de ops e vise-versa, o que acaba gerando ainda mais engajamento por ambas as partes.

Será que todo o mundo pensa da mesma forma?

Nós do MundoDocker não poderíamos ficar sem essa resposta, não é mesmo? ;). Para isso contamos com a ajuda do pessoal do Imasters, que estiveram presentes no evento que ocorreu em São Francisco, na Califórnia mesmo (Durante o DevTrip). O Matheus Moreira e o Romulo Scampini que participaram do DevTrip e foram até o evento na sede do Docker, resumiram a participação deles no evento como:

Romulo:
“Foi o meetup mais produtivo que já fui, pois normalmente em meetups só temos a apresentação de algum conteúdo, e levamos de lição de casa a prática do conhecimento obtido.
No Global Mentor Week, além de aprender pudemos colocar em prática todo o conhecimento obtido, e ainda tivemos o apoio de engenheiros especialistas.”

Matheus:
“Foi bem legal porque tinha um monte de mentores a nossa disposição pra tirar todas as duvidas que quissemos e ai adivinha os mentores eram os devs do core do Docker”.
#sortudos

Separamos algumas fotos dos eventos, em São Francisco.

Em São Paulo:

Fonte: https://www.meetup.com/Docker-Sao-Paulo/events/235267786/

Em Goiânia:

Estivemos presente no evento que ocorreu na sede da Umbler em Gravataí no último sábado (26/11), e claro que registramos tudo :). Foi uma experiência incrível participar como Mentors desse evento, nem tudo foi perfeito, mas a troca de conhecimento e networking foram demais, foi muito gratificante poder ajudar a comunidade e dar nossa contribuição para o esclarecimento de dúvidas e passagem de conhecimento. Vamos ver umas fotos?

Quer contribuir também? Então fique ligado nos meetup de Docker de sua cidade, não sabe onde tem? Comenta ai e vamos achar um o mais próximo de você.

Acabamos por aqui, e como sempre, nos ajude divulgando o blog 😉

Grande abraço a todos!

Docker Global Mentor Week

Olá Pessoal!

Para quem não viu ainda, na quinzena final de novembro será realizado uma das maiores ações do Docker para treinamento e troca de experiência entre seus usuários, esse evento foi chamado de Docker Global Mentor Week.

Essa é uma ação coordenada diretamente pela equipe do Docker com a ajuda dos organizadores dos grupos de meetup docker pelo mundo, o objetivo é simples: Dar treinamento técnico de alto nível de maneira abrangente e uniforme, ou seja, o conteúdo abordado em Singapura, é o mesmo no México, na Inglaterra e claro aqui no Brasil :). SIM teremos esse evento ocorrendo aqui no Brasil também, vou deixar abaixo os links desses eventos para que você possa se inscrever.

Mas afinal, esse é apenas mais um encontro do grupo de Meetup? Sim e Não, sim porque os canais utilizados para divulgação desse evento são os grupos de meetup e não porque esse evento tem conteúdo definido pela equipe do Docker e é repassado através de seus Mentors, que são pessoas ativas na comunidade docker e que auxiliam na divulgação de conteúdo, disseminação da tecnologia e enriquecimento da comunidade local. Você encontrará em cada evento no mínimo 1 Mentor, então não deixe de tirar suas dúvidas com ele(s).

Ok Cristiano, gostei, mas e valor? Bom, isso é um problema, por ser um evento oficial realizado no mundo inteiro, o valor para realizar esse treinamento é……. ZERO, sim é evento totalmente de graça, e agora, qual a sua desculpa? 😉

E o conteúdo?

A equipe do Docker definiu uma série de trilhas que podem ser abordadas durante o evento, é claro que todas é impossível de serem realizadas num período de 3 a 4 horas, então cada usuário defini o que deverá ver no evento, e os mentor auxiliaram na execução do treinamento e esclarecimento de dúvidas. Os conteúdos em si vão do básico (criação de containers, Dockerfile, etc) até o avançado (orquestração, serviços, rede, volume, etc).

Onde serão realizados aqui no Brasil?

Temos por enquanto, 4 eventos confirmados aqui no Brasil, são eles:

Docker Global Mentor Week – Goiania – 14/11

http://www.meetup.com/pt-BR/Docker-Goiania/events/234750966/?eventId=234750966

 

Docker Global Mentor Week – Rio de Janeiro  – 16/11

http://www.meetup.com/pt-BR/Docker-Rio-de-Janeiro/events/234784863/?eventId=234784863&chapter_analytics_code=UA-48368587-1

 

Docker Global Mentor Week – São Paulo – 19/11

https://www.meetup.com/pt-BR/Docker-Sao-Paulo/events/235267786/?eventId=235267786&chapter_analytics_code=UA-48368587-1

 

Docker Global Mentor Week – Porto Alegre – 26/11

http://www.meetup.com/pt-BR/Docker-Porto-Alegre/events/235451287/?eventId=235451287&chapter_analytics_code=UA-48368587-1

 

O MundoDocker estará presente? Claro! Vamos auxiliar o pessoal do grupo de Porto Alegre!

 

Era isso por hoje pessoal, ajude você também divulgando os eventos e claro o blog 🙂

 

Grande abraço!

Docker – Device mapper

Olá pessoal,

No primeiro post da série falamos sobre AUFS e hoje vamos falar um pouco sobre Device Mapper.

Origem

No começo o Docker era suportado apenas em distribuições Ubuntu, Debian e usavam AUFS para o seu armazenamento. Depois de algum tempo o Docker começou a se popularizar e as pessoas começaram a querer utilizar Docker com RedHat, porêm o AUFS era suportado apenas em sistemas (Debian,Ubuntu).

Então os engenheiros da Redhat baseados no código do AUFS decidiram desenvolver uma tecnologia própria de armazenamento baseado no já existente “Device mapper”. Então os engenheiros da RedHat colaboraram com o “Docker inc” para contribuir com um novo driver de armazenamento para containers. Então o Docker foi reprojetado para fazer a conexão automática com o dispositivo de armazenamento baseado em Device Mapper.

Layers

O Device Mapper armazena cada imagem e container em seu disco virtual, esses discos virtuais são dispositivos do tipo Copy-on-Write no nível de bloco e não a nível de arquivo. Isso significa que ao invés do Device Mapper copiar todo um arquivo para o seu dispositivo, ele vai copiando por blocos o que o torna muito rápido comparado ao AUFS. No processo de criação de uma imagem com o Device Mapper é criado um pool e em cima desse pool é criado um dispositivo base que é a partir dele que as imagens são construídas, a partir dai temos as imagens base do Docker que a cada modificação vão criando camadas de snapshots a cima da camada anterior. Conforme a imagem abaixo:

https://docs.docker.com/engine/userguide/storagedriver/images/two_dm_container.jpg

Read

Quando um container deseja ler algum arquivo que está nas camadas anteriores o Device Mapper cria um ponteiro na camada do container referenciando a camada da imagem onde possui esses dados colocando transferindo esse bloco para a memória do container.

Write

Quando o Docker faz uma alteração no arquivo utilizando Device Mapper esse arquivo é copiado apenas o que sera modificado cada bloco de modificação copiado é de no máximo 64KB. Por exemplo na escrita de um arquivo de 40KB de novos dados para o container o Device Mapper aloca um único bloco de 64KB para o container, caso a escrita seja de um arquivo maior que 64KB então o Device Mapper aloca mais blocos para realizar essa gravação.

O Device Mapper já é padrão nas em algumas distribuições do linux como:

  • RedHat/Centos/Fedora
  • Ubuntu 12.04 e 14.04
  • Debian

Docker e Device Mapper

O Device Mapper atribui novos blocos para um container por meio de uma operação chamada “Allocate-on-Demand”, isso significa que cada vez que uma aplicação for gravar em algum lugar novo dentro do container, um ou mais blocos vazios dependendo do tamanho de gravação terão que ser localizados a partir do pool mapeado para esse container. Como os blocos são de 64KB então muitas gravações pequenas podem sofrer com problemas de performance, pois acaba causando lentidões nas operações. Com isso aplicações que gravam arquivos pequenos sequencialmente podem ter performance piores com Device Mapper do que com AUFS.

Legal né? Se gostou nos ajude divulgando o blog.

Grande abraço!

 

Docker Overlay

Oi Pessoal,

Como vimos nesse post, é possível utilizar plugins diversos para resolver o desafio da rede, e mostramos nesse post um pouco da teoria de como usar o driver de overlay, hoje queremos mostrar isso na prática, e para isso, nada melhor do que colocar a mão na massa, certo?  Claro, mas antes precisamos entender um pouco de teoria, e lá vamos nós.

Se você estiver utilizando o Swarm, não é necessário configurar um serviço de chave-valor externo, pois o próprio Swarm faz o controle e persistência das informações de rede que você utiliza. E você deve ter cuidado, pois se quiser utilizar o Overlay com um serviço externo de chave-valor, o modo de cluster via Swarm fica impossibilitado.

Veja abaixo uma tabela com algumas informações relevantes sobre o funcionamento do Overlay:

Protocolo Porta Descrição
udp 4789 Data plane (VXLAN)
tcp/udp 7946 Control plane

Ou seja, você deve cuidar para que em seus firewalls essas portas estejam liberadas, caso contrario a comunicação entre os nós não ocorrerá, o que impossibilitará o funcionando do Overlay.

Veja abaixo os principais parâmetros que você deve ter atenção:

Opção Descrição
--cluster-store=PROVIDER://URL
Endereço do seu servidor/serviço de chave-valor
--cluster-advertise=HOST_IP|HOST_IFACE:PORT
IP ou interface do host que será utilizado para comunicação do cluster
--cluster-store-opt=KEY-VALUE OPTIONS
Configuração opicional, onde é possível definir regras de monitoramento dos hosts e validação TLS

Ok Cristiano, entendi tudo isso, mas como vamos testar, qual será o ambiente de laboratório que vamos seguir? Vamos lá, para exemplificar como será o ambiente que vamos montar, segue abaixo uma imagem onde ilustra o funcionamento do Docker com o serviço de chave-valor, todos os hosts consultam esse serviço para identificar quais redes existem e qual bloco/ip deve ser alocado por container. Veja:

Engine on each host

Vamos colocar a mão na massa?

Dependências/Configuração

Você deve ter um serviço de chave valor, no qual o Docker persistirá as informações de rede que você criar, em nosso lab utilizamos o Consul dentro de um container Docker, rodando em um server a parte dos que participarão do ambiente multi-host, para isso executamos:

[[email protected] ~]# docker run -d  -p "8500:8500"  -h "consul"  progrium/consul -server -bootstrap

Dessa forma iniciamos um container com Consul, mapeando a porta 8500 do host para o container, ou seja, para ter acesso ao serviço do Consul basta acessar ip-do-host:8500. Agora vamos ao nosso ambiente de Docker.

Nos hosts de Docker (obviamente você já tem o Docker instalado, mas se quiser saber como instalar, veja esse post 😉 ) você precisará configurar o daemon para consultar o Consul e buscar as informações de rede, em nosso laboratório utilizamos o CentOS, com isso, o arquivo a ser modificado é o: /lib/systemd/system/docker.service, e deixamos da seguinte forma:

[Unit]
Description=Docker Application Container Engine
Documentation=https://docs.docker.com
After=network.target

[Service]
Type=notify
# the default is not to use systemd for cgroups because the delegate issues still
# exists and systemd currently does not support the cgroup feature set required
# for containers run by docker
ExecStart=/usr/bin/dockerd -H tcp://0.0.0.0:2376 -H unix:///var/run/docker.sock --cluster-advertise=eth0:2376 --cluster-store=consul://ip-do-consul:8500
ExecReload=/bin/kill -s HUP $MAINPID
# Having non-zero Limit*s causes performance problems due to accounting overhead
# in the kernel. We recommend using cgroups to do container-local accounting.
LimitNOFILE=infinity
LimitNPROC=infinity
LimitCORE=infinity
# Uncomment TasksMax if your systemd version supports it.
# Only systemd 226 and above support this version.
#TasksMax=infinity
TimeoutStartSec=0
# set delegate yes so that systemd does not reset the cgroups of docker containers
Delegate=yes
# kill only the docker process, not all processes in the cgroup
KillMode=process

[Install]
WantedBy=multi-user.target

Feito isso, basta reiniciar o serviço e seguirmos para o próximo passo.

Utilização/Testes

Agora que você já definiu um serviço de chave-valor a ser consultado, basta você criar a sua rede com o driver Overlay, para isso:

[[email protected] ~]# docker network create --driver overlay rede1

Você pode definir ainda qual o bloco de ip que deseja para essa rede, caso não faça essa definição, o Docker associará um bloco automaticamente para você. Fácil certo? Basta testarmos, para isso vamos validar em todos os hosts se ambos estão visualizando a mesma rede, execute esse comando em qualquer outro host:

[[email protected] ~]# docker network ls

Será retornando algo como isso:

NETWORK ID          NAME                DRIVER
64507d0be843f        rede1               overlay
d0bdae8fbe7bd        bridge              bridge
1c0eb8f68962d        none                null
3412c2496d0eb        host                host
697102a22e8d2        docker_gwbridge     bridge

 Vamos utilizar essa rede, crie os containers em pelo menos 2 hosts, informando essa nova rede, veja:

[[email protected] ~]# docker run -it --net=rede1 centos /bin/bash

Agora basta pingar ou acessar os serviços entre os containers que estão nessa mesma rede.

Dessa forma você pode definir uma rede diferente por grupo de containers, e pode ainda isolar essas redes utilizando o método VXLAN, para isso deve passar como parâmetro na criação da rede o seguinte argumento: –opt “com.docker.network.driver.overlay.vxlanid_list=257″, esse parâmetro fará com que essa rede receba uma vlan, ou seja, todo o trafego direcionado a essa rede receberá uma identificação, impossibilitando que outros containers que não estejam nessa vlan tenha acesso a esse trafego. 

Legal né? Se gostou nos ajude divulgando o blog.

Grande abraço!

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