Docker Stack e Deploy

Oi Pessoal,

Nós já conversamos sobre o Docker 1.13 aqui, agora vamos explorar um pouco mais sobre essa funcionalidade que saiu do modo experimental e tornou-se parte da engine estável do Docker, sim estamos falando do docker stack/deploy. Mas antes, recomendo fortemente você ler este post aqui sobre docker compose v3, ele é muito, mas muito importante mesmo para os exemplos que veremos neste post.

Agora com o Docker 1.13 é possível você portar suas aplicações do compose para o Swarm, e isso graças a funcionalidade de deploy disponível na engine. Seu funcionamento é bem simples, basta você informar na execução do comando o diretório de onde está o seu arquivo compose, e o nome da aplicação, se lembra que falei que era muito importante olhar esse post? Pois bem, não adianta você ter um compose escrito para a versão 2 e tentar utilizar aqui, será necessário você se altere para as novas regras da versão 3 para que seja possível a criação de sua stack pelo docker deploy. Mas digamos que você já tem seu arquivo pronto na versão 3, vamos pegar o exemplo do outro post, basta executar:

$ docker deploy --compose-file docker-compose.yml app

O retorno desse comando será

$ docker deploy --compose-file docker-compose.yml app
Creating network app_default
Creating service app_nginx
Creating service app_redis

Dessa forma foram criados uma rede e dois serviços, o mesmos definidos no arquivo compose. Para obter mais informações da stack, você pode executar os comandos:

$ docker stack ls
NAME SERVICES
app 2

Com o stack ls, será retornado todas as stacks que você criou, neste caso retornou apenas a “app” e informa também quantos serviços existem para essa stack, com este comando:

$ docker stack ps app
ID NAME IMAGE NODE DESIRED STATE CURRENT STATE ERROR PORTS
xb02xrua71db app_redis.1 redis:latest node1 Running Running 7 minutes ago
lm7k8obhncyl app_nginx.1 nginx:latest node1 Running Running 7 minutes ago
jh65f9scx0cq app_nginx.2 nginx:latest node1 Running Running 7 minutes ago

Você visualizará mais informações sobre a stack, como por exemplo o id de cada container, imagem utilizada, nome do container, nó onde está executando e claro o estado de cada container. Você pode ainda, executar o comando:

$ docker stack services app
ID NAME MODE REPLICAS IMAGE
g3i4f4erympf app_nginx replicated 2/2 nginx:latest
s11w093eraxz app_redis replicated 1/1 redis:latest

Para ter a visualização de sua stack no mesmo formato dos serviços (docker service ls).

O que fizemos até aqui foi portar uma stack do docker-compose para o cluster de swarm.

 

“Ahh mas como assim?”

Bom se você pegar esse mesmo arquivo de compose e executar: docker-compose up -d, ele funcionará também, sem erro, sua stack iniciará e ficará disponível para uso, MAS, não em cluster :), você continuará utilizando o docker-compose da mesma forma que antes, sem os benefícios do Swarm. Apenas com o docker deploy é que você poderá fazer o deploy e gerenciamento de sua stack dentro do cluster de swarm.

“Ok, entendido, mas como eu escalo agora a minha stack? Antes eu executava: docker-compose scale app=3, como faço isso com o docker stack?”, não se preocupe, você continuará tendo a possibilidade de escalar a sua stack, vamos lá: Já sabemos que o docker deploy criar todos os serviços necessários para a stack, certo? Pois bem, para escalar algum componente da sua stack, basta você escalar o serviço, da mesma forma como se você estivesse manipulando um serviço dentro do swarm, veja:

$ docker service ls
ID NAME MODE REPLICAS IMAGE
cnnabnpqkjvy app_redis replicated 1/1 redis:latest
pcn4urntqn8l app_nginx replicated 2/2 nginx:latest

Agora vamos escalar o serviço de nginx da minha stack app:

$ docker service scale app_nginx=4
app_nginx scaled to 4

E o resultado é:

$ docker service ls
ID NAME MODE REPLICAS IMAGE
cnnabnpqkjvy app_redis replicated 1/1 redis:latest
pcn4urntqn8l app_nginx replicated 4/4 nginx:latest

Ou seja, escalei apenas o nginx.

 

“Ok, muito bonito, mas como eu acesso a minha stack?”

Boa pergunta, mas é claro que há uma resposta, e é aqui que vem a parte mais legal ;).

Vamos voltar ao docker-compose.yml que usamos para criar essa stack, veja essas linhas:

nginx:
    image: nginx
    ports:
        - 80:80

Preste atenção no parâmetro: ports, ali você define em qual porta o serviço vai ouvir, neste caso, o nginx estará trabalhando na porta 80, ou seja, o serviço no cluster de swarm estará disponível para acesso através da porta 80, e todos os nós do cluster, quando receberem alguma requisição na porta 80 encaminharão para o container que atende este serviço (utilizando uma das funcionalidade do docker swarm que é a rede de serviço em mesh).
Quando escalamos um serviço, dizemos ao docker para adicionar mais containers para atender as requisições que estarão sendo feitas para o mesmo, ou seja, teremos diversos containers atendendo um único recurso que é o serviço, e o swarm se encarrega de distribuir os acessos para todos os containers.

 

“Ta bom, me convenceu, mas como removo tudo agora pra fazer direito?”

Muito fácil, da mesma forma que o docker service, basta você executar:

$ docker stack rm app
Removing service app_redis
Removing service app_nginx
Removing network app_default

E serão removidos todos os serviços, containers e rede que tenham sido criadas pela sua stack.

Interessante não? Esperamos que tenha sido útil, se ficou com dúvida nos avisa que ajudamos. Por hoje era isso, nos ajude divulgando o blog e fique atento, teremos mais novidades em breve ;).

Abraço!

 

Docker Compose

Oi pessoal,

Seguindo nossa série de posts sobre as ferramentas do ecossistema Docker, hoje veremos um pouco mais sobre o Docker Compose, uma ferramenta que agilizar no deploy de seu ambiente, utilizando uma forma simples, claro e padronizada.

O Docker Compose é uma ferramenta para a criação e execução de múltiplos containers de aplicação. Com o Compose, você usar um arquivo do tipo yaml para definir como será o ambiente de sua aplicação e usando um único comando você criará e iniciará todos os serviços definidos.

Compose é ótimo para desenvolvimento, testes e homologação, bem como para melhorar seu fluxo de integração continua. Por exemplo:

  • Em ambiente de desenvolvimento: Você pode utilizar ele para simular todo o ambiente de produção, ou seja, precisando de serviço redis, php, mysql? Basta definir isso em um arquivo .yml e quando você executar o docker-compose up, todo esse ambiente está disponível para você, todas as dependências que sua stack precisa estará configurada e disponível para uso. Isso sem contar que este ambiente poderá ser isolado, sem depender ou prejudicar o trabalho dos demais da equipe.
  • Automação de testes: Uma das premissas básicas para desenvolvimento e integração continua é ter uma base de testes automatizada, isso para garantir qualidade e agilidade na entrega de novas releases de sua aplicação. Pensando nisso, você pode utilizar o docker compose para criar sua própria suite de testes, e precisando apenas executar um docker-compose up para testar os 50, 100, 200 requisitos que você definiu.

Para utilizar o docker-compose você precisa ter em mente que será necessário seguir essas três etapas:

  1. Definir o ambiente necessário para sua aplicação utilizando um Dockerfile (que pode ser reproduzido em qualquer lugar que tenha Docker instalado);
  2. Definir no arquivo .yml  quais serviços são essenciais para sua aplicação e a relação entre elas.
  3. Executar o comando docker-compose up para que seu ambiente seja criado e configurado.

Fácil certo? Vamos praticar?

Instalação

Bem simples, basta executar o seguinte comando (caso Linux), se você estiver utilizando em Windows via Docker ToolBox você já terá disponível o docker-compose. Vamos lá:

curl -L https://github.com/docker/compose/releases/download/1.5.2/docker-compose-`uname -s`-`uname -m`
\ > /usr/local/bin/docker-compose

Depois:

chmod +x /usr/local/bin/docker-compose

Compose eu escolho você

Vamos testar com um WordPress, é fácil:

  1. Criar um diretório de trabalho (mkdir /my-app);
  2. Faça download do WordPress: cd /my-app; curl https://wordpress.org/latest.tar.gz | tar -xvzf –
  3. Criar um arquivo Dockerfile com o seguinte código:
    FROM orchardup/php5
    ADD . /app
    
  4. Criar um arquivo my-app.yml com o código:
    web:
      build: .
      command: php -S 0.0.0.0:8000 -t /my-app
      ports:
        - "80:8000"
      links:
        - db
      volumes:
        - .:/my-app
    db:
      image: orchardup/mysql
      environment:
        MYSQL_DATABASE: wordpress
    
  5. Certifique-se de que seu wp-config esteja parecido com este:
    <?php
    define('DB_NAME', 'wordpress');
    define('DB_USER', 'root');
    define('DB_PASSWORD', '');
    define('DB_HOST', "db:3306");
    define('DB_CHARSET', 'utf8');
    define('DB_COLLATE', '');
    
    define('AUTH_KEY',         'put your unique phrase here');
    define('SECURE_AUTH_KEY',  'put your unique phrase here');
    define('LOGGED_IN_KEY',    'put your unique phrase here');
    define('NONCE_KEY',        'put your unique phrase here');
    define('AUTH_SALT',        'put your unique phrase here');
    define('SECURE_AUTH_SALT', 'put your unique phrase here');
    define('LOGGED_IN_SALT',   'put your unique phrase here');
    define('NONCE_SALT',       'put your unique phrase here');
    
    $table_prefix  = 'wp_';
    define('WPLANG', '');
    define('WP_DEBUG', false);
    
    if ( !defined('ABSPATH') )
        define('ABSPATH', dirname(__FILE__) . '/');
    
    require_once(ABSPATH . 'wp-settings.php');
    
  6. O que falta? docker-compose up no diretório onde você criou o Dockerfile e o  my-app.yml.

Agora é só acessar: http://ipdamaquina e prosseguir com a instalação do Woprdress normalmente, o que o Compose fez então? No passo 3 nós criamos um arquivo Dockerfile contendo a descrição da imagem que queremos criar e que será utilizada como base para o nosso ambiente, no passo 4 nós definimos qual era esse ambiente, veja que definimos 1 container para atender requisições web e 1 banco de dados, quando executamos o docker-compose up ele criará a imagem baseado no Dockerfile e criar os containers de serviços que definimos no my-app.yml. O mais legal, você pode quer escalar seu ambiente, ter mais containers web? docker-compose scale web=5 e o Compose criará e iniciará 5 containers do serviço web que definimos no my-app.yml.

Alguns dados importantes sobre o Docker Compose:

  • O Compose preserva todos os volumes atribuídos aos seus serviços, por exemplo, quando você executa o docker-compose up, se você já tiver algum outro container utilizando o volume informado, o Compose copiará o volume do container antigo para o novo container, sem perder nenhuma informação.
  • O Compose recriará apenas containers cujas configurações foras modificadas, caso contrário ele se baseará nas configurações que ele já tem armazenada em cache, isso é muito útil principalmente para provisionar e escalar seu ambiente de forma muito mais rápida.

Você ainda pode utilizar o Docker Compose juntamente com o Docker Machine e provisionar seu ambiente em qualquer lugar que precisar, isso é ainda mais útil para quem tem seu serviço de infraestrutura terceirizado com outros provedores (AWS, Digital Ocean, etc).

Gostou? Ótimo! nos ajude divulgando o MundoDocker, não gostou? Não tem problema, deixa seu feedback para que possamos melhorar cada vez mais 😉

 

Abraço!

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